HOMENAGEADO DA SEMANA
Jacira Penalva

Nascida na cidade de Poções, Ba, terra do Divino Espírito Santo, e a sua família mudou-se para Vitória da Conquista, quando tinha apenas, 03 anos de idade. Aqui em Conquista permaneceram por 5 anos. Houve um desenlace entre seus pais, que resultou em separação. Jacira, e mais seis irmãos, foram criados separados, cada um em uma casa diferente, mas todos em Salvador-Ba. Ficou com uma tia-avó, irmã do pai de sua mãe. Sofreu muito, não só pelo afastamento do convívio do lar, como pela rigidez da sua tia, muito austera, nervosa, exigente... Mas, o que muito marcou a sua vida e os seus dias de infância, foi a enorme saudade que povoava o seu coração.

Durante dez longos anos, ela guardou em sua mente a imagem bonita da sua mãe, e, quando voltou a vê-la, depois de 10 anos, teve uma tristeza decepcionante: a sua mãe, apesar de continuar muito bonita, trazia no rosto marcas dos muitos sofrimentos que viveu, das angustias que passou e, foi neste exato momento, que ela fez o seu primeiro poema, com apensa 13 anos de idade, e o intitulou "Retrato sem Cor". O mesmo foi contemplado com uma medalha de Honra ao Mérito, num dos Festivais de Poesia da Sociarte.

Foi deste tempo para cá que ela começou a escrever e que foi uma terapia para a sua vida. Já editou 06 pequenos livros, que são para Jacira de imenso tamanho, pois escreve com a alma e o coração, repleto de emoção!

Deus tem orientado Jacira todos os dias da sua vida, ajudando assim a levar alento, ternura, palavras de conforto, ou mesmo um simples sorriso a todas as pessoas que encontra em seu caminho. O seu lema é: retirar todas as pedras, todos os espinhos que impedem a sua caminhada e plantar uma flor. Um dia, poderei dizer: "Que caminho florido eu percorri...".

Ela chegou a Vitória da Conquista, no ano de 1964. Neste tempo a nossa cidade era ainda um tanto provinciana, onde se via carros de bois transitando pelas ruas, boiadeiros tocando boiadas, num canto triste e confortador: - Ei, boi! Ei boiada! E tudo isto a encantava! Feiras livres, onde tudo era comercializado, desde a rapadura, até as bonecas de pano, que hoje estão quase em extinção.

O tempo curativo foi passando, Jacira foi se acostumando ao fogão de lenha, à luz de candeeiros, ao ferro de brasa, a puxar a lata d'água do poço, até que, o progresso foi chagando aos poucos.

Hoje, uma Vitória da Conquista bonita, progressista em ritmo de capital, uma cidade alegre, de um povo feliz, acolhedor ela diz que se sente, uma conquistense de coração. "Amo esta terra, onde eu até tentei implantar através dos meus versos, um mar no horizonte".

Com as suas palavras, sempre extraídas do fundo do coração, agradece e enaltece este povo maravilhoso de Vitória da Conquista, que sabe viver, valorizar a arte, a cultura, povo amigo, onde se encontrou como poeta, e hoje ela procura sempre retribuir com carinho, a todos.



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