HOMENAGEADO DA SEMANA
Lêda Nova

Lêda Maria Carvalho da Nova, nasceu em Salvador. Com dezenove anos ingressou através concurso público no Tribunal Regional do Trabalho da 5ª. Região, onde exerceu as mais varadas funções, na sua maioria de direção.

Em 1975 firmou residência, com sua família, em Vitória da Conquista, transferida para a então Junta de Conciliação e Julgamento, exercendo o cargo de diretora de Secretaria onde ficou por mais de dez anos.

No inicio da década de 90 foi transferida para a sede do Tribunal, em Salvador, para trabalhar na Corregedoria. Aposentou-se do serviço publico m 1997, resolvendo fixar residência em Vitória da Conquista.

A parti daí, participou de diversos concursos literários e nove de suas obras foram publicadas nas antologias: Amor e Paixão – O Erotismo na Literatura: Pai – um amigo, um herói; Grandes Escritores da Bahia – II; Grandes Escritores da Bahia – III; Asas da Imaginação; Escrevendo Mulheres; Anuário de Escritores 2001; Excelência Literária 2002 e Diário do Escritor 2002, da Litters Editorial Ltda.

No ano de 2002, publicou o livro Conversa ao pé do ouvido – um bate-papo coloquial e suas reflexões do cotidiano – de contos e ensaios. Membro efetivo – cadeira 23 – da Academia Conquistense de Letras de Vitória da Conquista, atualmente exerce o cargo de vice-presidente.

Diretora da Casa da Cultura de Vitória da Conquista é também a presidente da República da Letras de Vitória da Conquista.

Com a promoção da Academia Conquistense de Letras, Casa da Cultura e República das Letras de Vitória da Conquista coordena, dirige e executa vários projetos de sua própria autoria, de arte e de literatura, inclusive a Oficina de Letras e Arte de Mulher.

“A Escada de Madeira em L” é o mais novo lançamento de Lêda Nova. Romance policial de grande sucesso , a primeira edição foi lançado em Vitória da Conquista, no Shopping Itatiaia, com uma noite de autógrafos na livraria Nobel do Shopping Conquista Sul e a segunda edição aconteceu no Memorial Régis Pacheco, em Vitória da Conquista.

As duas fazes de Afrodite – livro de contos, poesias e ensaios – será próximo livro a ser editado (após A Escada de Madeira em L), já em fase de revisão. Extrovertida e alegre, sente necessidade de praticar regularmente a meditação, na busca do silêncio e paz interior.

Faz duas horas diárias de ginástica em dias alternados, em sua mini-academia que tem em casa e – embora as atividades pareçam excludentes é exatamente em cima da esteira rolando e aparelhos de musculação, e é ao som de musica lenta, que ela adentra no seu mundo interno, procurando conhecer a si e os inúmeros universos que a rodeia.

Não praticamente de qualquer religião institucionalizada, confessa-se crente de Deus e observadora de suas leis, preferindo encontrar o espírito em tudo, seja em uma rosa, um gesto, uma pessoa, seja nos acontecimentos externos que credita serem reflexos e resultados do que acontece dentro do próprio homem.

Diante da complexidade, conflitos e incoerências e ante os processos involuntários da vida, dos quais não exercem domínio, é através da arte que tenta superar a limitação humana.

São a arte e a poesia, também, os instrumentos que utiliza para interagir com os outros e com todas as coisas, e a forma que descobriu de contribuir com o processo de criação da vida, que se faz incessantemente.

Leitora contumaz, precisa ler todos os dias, nem que seja somente para o relaxamento que induz o sono, principalmente após o trabalho de criação de textos, que curte fazer pelas madrugadas afora, momento em que se percebe mais inspirada.

Apesar de seus escritores também dizerem da beleza, da inocência e do amor, adota um estilo forte e cru, numa alusão explicita (e por vezes implícita) às sombras e fantasmas que povoam a psique e o relacionamento dos humanos.

Admiradora e estudiosa da Grécia antiga, a arte e a cultura grega, além de seus deuses, têm sido paradigmas e temas de seus ensaios e projetos, e até de sua vida privada.

Sua responsabilidade aumenta – assim ela entende – na medida em que cresce a sua condição de formadora de opinião, razão da sua cautela em não encobrir nem compactuar com os valores de aparência e simulação, ainda mais em razão de sua convivência direta com crianças e adolescentes nas Oficinas de Letras (realizada em escolas, preferencialmente publicas, e na sede da Academia de Letras), conduzindo-os sempre ao questionamento: -Será que é? – É preciso ser assim mesmo? – Não poderia ser diferente?

Casada há trinta e sete anos com Alfredo Nova (casou-se com dezesseis anos), é mãe de Marcelo, Cristiane e Cláudia, curte a convivência familiar, tem 3 netos, Lucas, Luiza e Luiz Fernando, com destaque para os dois netos que moram em Vitória da Conquista, Lucas e Luíza, que carinhosamente chama de “meu herói” e “minha princesa” e são os xodós da vovó.

Atualmente seus maiores prazeres são o contato com a família e amigos, o ato de criação (em prosa e verso) e sua relação com as pessoas que com ela trabalha em seus projetos, um dos últimos foi A Deusa do Feminino, encenado no dia 22 de setembro no Centro de Cultura – além das viagens que não abre mão.

Finalizando vou definir Leda Nova usando uma frase de sua própria autoria que diz: “No espaço da minha introspecção a arte é minha voz! O grito de libertação”.



Publicidade

  • slide1
  • slide2
  • slide3

Vídeos



  • slide1
  • slide1
  • slide3
  • slide4