Niágara Cruz
Mestra em Musicologia pela UFRJ (2010). Especialista em Musicoterapia pelo Conservatório Brasileiro de Música (2004). Possui graduação em Bacharel em Música -Piano - CBM (2001), e, graduação em Licenciatura plena em educação artística música - Conservatório Brasileiro de Música Centro Universitário (2002) . Atualmente é professora de Piano e Música no ensino Médio Integrado em Música - Colégio Pedro II, regente e criadora do projeto Fanfarra do Colégio Pedro II. Ministra oficinas de construção de instrumentos alternativos, também em conjunto com Leonardo Fuks e Paulo Teles. É parceira no Duo Brincando com Música com José Michalski (pianista), e , no Duo com Gaetano Galifi (compositor e violonista), onde faz performances instrumentais e de dança. Tem experiência na área de trilhas cinematográficas onde realizou a coordenação das trilhas do Curta Caminho Teixeira (exibido em 13 países)...

Norma Eliete - Como se deu seu envolvimento com a arte?
Niágara Cruz – Aos seis anos comecei a estudar piano pois ouvia meu irmão mais velho ( hoje Maestro Orion Cruz) tocando e minha mãe me estimulou a iniciar meus estudos musicais, desde então venho desenvolvendo meus estudos e trabalhos com música.

NE – Você se inspira em algum músico?
NC – Sim, vários. Ouço desde os grandes mestres eruditos como Bach e Villa Lobos, passando por grandes nomes da MPB como Tom Jobim e Cartola e , chegando ao universoatual gosto desde o pop como Michael Jackson até o Sertanejo como Tonico e Tinoco. Assim como minha formação, o meu gosto é diversificado. Conheço vários músicos, educadores musicais, musicoterapeutas e profissionais musicais. Admiro os grandes nomes, mas tenho uma predileção particular pelas pessoas que conheço e que posso verificar um trabalho apaixonado...

NE – Você ministrou o IV Workshop de Educação Musical Qsomkissutem no Conservatório de Música Frederic Chopin. Porque este tema?
NC – O nome da Oficina surgiu de uma brincadeira, com o termo "que som que isso tem" dito rapidamente e da escrita e da leitura das crianças que estão em fase de alfabetização, e que quando escrevem acabam juntando tudo. O engraçado é que quando as crianças lêem este título entendem rápido. O foco da oficina é o trabalho com a construção de instrumentos alternativos reutilizando o material PET (Politereftalato de Etila), que tenham pouquíssimo custo, de fácil construção e manuseio e também, para que possam ser construídos e utilizados em sala de aula.

NE – Como surgiu a ideia de descobrir sons?
NC – Não foi bem uma ideia, em um único insight, foram vários momentos que foram despertando a necessidade de elaborar sons diferentes, de adaptar instrumentos e de entender como os sons eram construídos, para poder interagir no palco com variedade, para auxiliar na criatividade dos alunos ou para auxiliar pacientes de musicoterapia a conseguir tocar ao instrumento. Com o mestrado, orientada por Dr Leonardo Fuks, tive a oportunidade de estudar e aperfeiçoar meus conhecimentos.

NE – Como foi o desenvolvimento dos participantes do Workshop?
NC – No começo estavam um pouco tímidos. Com o desenrolar da oficina, demonstraram-se interessados e a criatividade apareceu nas variações que construíram desenvolvendo novos instrumentos alternativos com o material PET, além de criarem arranjos musicais para tocar com os instrumentos que construíram! é muito importante a iniciativa do Conservatório de Música Frederic Chopin promover estes cursos para a formação de professores e de profissionais da música.

NE – Pode nos contar um pouco da sua trajetória nas artes?
NC – Toquei na Orquestra Clássica de Mato Grosso do Sul e com grupo de Rock progressivo no Rio; participei de recitais de piano e de apresentações folclóricas; criei o projeto e rejo a Fanfarra do Colégio Pedro II e leciono piano; gosto dos projetos que integram música, dança e poesia.Tento desenvolver a integração musical, através das diferenças.

NE – Qual é o papel do Multi-instrumentistas?
NC –  Tocar instrumentos diferentes para atender as funções e necessidades musicais variadas . Por exemplo: em uma contação de história ao vivo é necessário que enquanto o contador desenvolve a história, o músico realize vários sons em instrumentos diferentes e acompanhe musicalmente o contador.

NE – Qual a sua perspectiva para a disciplina de Educação Musical nas escolas de ensino regular?
NC –  É positiva! Sempre fui a favor da disciplina de educação musical nas escolas, e acredito que a música é muito importante para desenvolvimento de todos. Penso que ainda levará um tempo até que realmente as pessoas entendam qual é o papel da educação musical e passem a exigir e ajudar a fiscalizar para que tenham garantido este direito pela lei 11.769/2008 que estabelece a obrigatoriedade do ensino de música nas escolas de educação básica. Será necessário para esta demanda, profissionais qualificados, daí a importância dos cursos oficiais (reconhecidos pelo MEC) na formação destes proffisionais.

NE – Deixe uma frase.
NC – A soma das diferenças tornam possível uma característica : a da integração.



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