Lygia Matos
Lygia Matos é enfermeira sanitarista, especialista em Saúde Pública, em Gestão do Trabalho e Educação Permanente e também é Mestre em Saúde Coletiva.

Com um trabalho sério, construiu uma imagem legítima de competência e compromisso, tendo ocupado vários cargos e elaborado diversos projetos na área de saúde em Conquista.

Atualmente é diretora do Hospital Especializado Afrânio Peixoto e docente da FTC. Também ocupou o Legislativo por dois mandatos e é considerada como uma das vozes femininas mais atuantes no cenário político conquistense de todos os tempos, além de ser uma mulher forte e de luta.

Casada com Plínio de Castro Lima, tem três filhos: Marco Aurélio, Mellyssa e Monnalysa.

Norma Eliete - Como se sente no cargo de Diretora do Hospital Afrânio Peixoto?
Lygia Matos – É um grande desafio substituir Dr. Djalma, que foi o primeiro e único diretor, tendo que se afastar por motivos de saúde. Ele continuará sendo um grande mestre para nós. Quanto a mim, sinto que é uma grande responsabilidade conduzir um Hospital que tem uma história na saúde mental e um futuro de transformações. Me senti muito honrada em ter o nome lembrado por Dr. Jorge Solla, pois fui autora de diversos projetos da Secretaria de Saúde de Conquista. Estarei retribuindo a confiança, com o compromisso de me dedicar e utilizar os meus conhecimentos para fazer o melhor que puder.

NE – Quais os seus projetos para esta gestão?
LM – Muitas coisas já foram feitas nesses seis meses, como a implantação dos setores de Acolhimento e Faturamento, criação do Organograma, readequação das atribuições e fluxogramas dos diversos setores, Planejamento participativo, Projeto Arquitetônico, entre outros. Quanto aos projetos futuros estão:

1- Reformar o HEAP e transformá-lo em um hospital clínico, porém mantendo os leitos psiquiátricos e qualificando-o para o tratamento de álcool e outras drogas;

2- Valorizar o servidor do HEAP, com a realização de capacitações, seminários e a criação do Programa de Atenção à Saúde do Trabalhador;

3- Preparar o HEAP para uma gestão de qualidade, implantando as diversas comissões (obrigatórias ou não), elaborando os POP’s por setores e promovendo a modernização administrativa;

4- Melhorar a qualidade de vida dos pacientes internados, ampliando as atividades educativas e culturais, além de buscar a reinserção social dos mesmos;

5- Melhorar a gestão da informação, com a implantação de agenda e prontuário eletrônicos, conforme projeto já enviado ao Ministério da Saúde (MS).

NE – Como você avalia a Política de Saúde Mental hoje no Brasil?
LM – A Política está avançada, pois desde 2003 vem sendo ampliada e financiada pelo MS, porém os municípios ainda encontram dificuldades de encontrar a mão-de-obra especializada nesta área. São poucos psiquiatras existentes e a maioria está na rede privada. Uma grande conquista foi ter definida uma equipe multiprofissional para atuar nesta área específica. Quanto aos serviços, começou com CAPS II, depois veio o CAPS ad (álcool e drogas), CAPS ia (infantil e adolescente), CAPS III (24h com internamento de até 72h) e atualmente, estamos discutindo a RAPS (Rede de Atenção Psicossocial), que abrange toda a região sudoeste.

NE – Qual a sensação de ter sido uma vereadora bem sucedida?
LM – O sentimento do "dever cumprido". Nos oito anos que estive no Legislativo, participei de grandes debates, fiz muitas defesas de projetos, estive presente nas Conferências de diversas áreas, fiz emendas ao Orçamento e fui autora de diversas Leis, como a Lei que abona falta dos adventistas e proíbe concursos e vestibulares aos sábados; a Lei que garante passe livre aos doentes de AIDS; a Lei que garante a distribuição gratuita de preservativos em motéis e congêneres; a Lei que torna obrigatória a execução do Hino à Conquista em eventos oficiais; a Lei que aprova o teste obrigatório de acuidade auditiva para recém-nascidos - Teste da Orelhinha; a Lei que reduz o recesso parlamentar; a Lei que proíbe a contratação de parentes na Prefeitura e câmara (essas duas últimas, assinadas também por outros vereadores) e do Decreto Legislativo 02/2002 que cria a Câmara Mirim, que nunca foi criada, por medo dos vereadores, de que os mirins sejam melhores e venham a ocupar os seus lugares no futuro.

NE – Quanto à política, pretende se candidatar novamente?
LM – Não pretendo sair do cenário político, pois sou apaixonada pelo debate de ideias, mas acho que não me candidatarei mais. Agradeço ao povo conquistense pela oportunidade que me foi dada de representá-los por oito anos.

NE – E na vida pessoal, quais os seus planos?
LM – Me sinto realizada. Já tenho dois filhos formados que estão fazendo residência (Marco Aurélio em Ortopedia e Mellyssa em Pediatria) e Monnalysa já está no quarto ano de medicina. Minha família é grande e muito unida em torno da minha avó (que mora em Canaã), estamos sempre reunidos. Meu plano maior é nunca parar de aprender, seja profissional, pessoal ou politicamente. Pretendo continuar trabalhando muito no que gosto, que é na Saúde e fazendo meus alunos se apaixonarem pela Enfermagem e pelo SUS. Agradeço a Deus pelas bênçãos que Ele tem me dado.

NE – Deixe uma mensagem.
LM – Não desistam dos seus sonhos!!! Lute por eles: de pé, de joelhos, se arrastando... Continuem lutando. Assim, o sabor da vitória será muito melhor!



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