Josilma Estevão
A artista plástica explica em que se baseia seu trabalho. "A técnica consiste no uso de papel reciclado, o papel é colocado de molho apenas em água, depois é triturado para formar uma espécie de polpa. Com a polpa são feitas as esculturas, de forma manual, sem utilização de formas", conta.

Josilma trabalha como artesã há cinco anos, dedicando-se exclusivamente à atividade artística. Suas peças são recobertas com casca de cebola, alho, fibra de bananeira e outros materiais. Esculturas de mulheres, crianças, pescadores compõem seu acervo, elaborado com material reaproveitado.

A entrada na exposição é gratuita e aberta à toda a comunidade, mas as peças expostas estarão à venda, com variável entre R$ 50,00 (cinquenta) e R$ 150,00 (cento e cinquenta).

Entre os dias 19 de setembro e 02 de outubro ficará aberta no Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima uma exposição de esculturas feitas com a técnica papel d'água. A responsável pelos trabalhos é a artista pernambucana Josilma Estevão.

Norma Eliete - Todos os trabalhos que você trouxe para a exposição são recentes?
Josilma Estevão – Sim.

NE – Como são essa obras?
JE – São obras que sempre representam algo ou alguma história, como as heroínas de tejucupapo, as 4 Marias, deusa da justiça, pais que criam seus filhos sozinhos, o trabalho duro de pescadores e suas mulheres que trabalham cortando lenha, lavando roupa em rios lutando pela sobrevivência no nordeste interior de PE. As namoradeiras que são peças exclusivas de Minas, princesas, o frevo de Recife e outras...

NE – De onde vem esse interesse tão forte pela água? É um fio condutor de seus trabalhos?
JE – É que que essa técnica me atraiu pelo simples fato de só trabalhar com o papel e àgua, do nada posso fazer tudo que imagino, basta ter em mãos papel já usado e àgua e transforma tudo em obras de artes,para me atá hoje é surprendente a cada peça que crio e todas feitas manuais.

NE – Qual a sua formação? Quando vieram as instalações em seus trabalhos?
JE – Entrei em uma faculdade em licenciatura em História, pois chamava minha atenção , mas só fiz até o quarto periódo, e entrei nesse curso de papel e àgua gostei e desde então é o meu trabalho, minha inspiração por que amo demais poder pensar e criar cada peça.

NE – Você sente falta de desenhar com frequência?
JE – Engraçado, não sei desenhar com o lápis, mas desenho em quadros em alto relevo e também todas as peças em minha mente e passo para a prática.

NE – Deixe uma mensagem.
MV – A melhor coisa no mundo é trabalhar e fazer o que gostamos e eu amo minha arte me sinto realizada, tem suas dificuldades sim, como todo e qualquer trabalho, já pensei em desistir pensei,mas algo me faz continuar, é esse dom, que certamente já nasci com ele, mas que só tive a oportunidade de conhecê-lo e descobrí-lo em mim própria à 6 anos atrás.



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